quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Por que?

O verbo que mais escuto ultimamente é encontrar. Todos querem encontrar algo, alguém, uma porta, e o que não se fala, mas fica subentendido é o quanto o sentimento de que perdemos está vivo dentro de tantas pessoas, incluindo eu mesma.


Não tinha reparado até a pouco, quantas vezes falo, ou penso “eu quero” por dia. E, como isso mostra quanta insatisfação e falta de gratidão temos por tudo que faz parte de nossas vidas.

Nas revistas, filmes, programas, tudo direciona de um lado para o quanto devemos ser como o outro e, por outro lado que quem somos não é tão especial e único como deveria ser.

Essas são questões pessoais, comerciais, principalmente porque a propaganda diária vende os estereótipos massificante do que é o certo, do que usar, como se relacionar, subliminarmente na maioria das vezes. A importância de satisfazermos o desejo do “outro” para poder fazer parte de um todo e recebermos as recompensas devidas.

Em contra partida, temos agora também ema série de informações, entrevistas, livros e programas que focam o oposto desse conceito, o que vem dando um grande suporte para essa imensa necessidade nossa de respostas certas e erradas.

Achar e perder faz parte da vida como a felicidade e dor que eles trazem. O que é difícil é compreender que esses sentimos passam, bons e ruins, o mundo gira e as coisa mudam.

Se ficarmos presos a qualquer um deles, não valeu de nada o que tínhamos que ter aprendido. Ficamos estagnados, sós, presos em um momento que já se foi, sem presente, sem futuro, só olhando pra trás.

Eu sei como é difícil fazer essa mudança algumas vezes, mas ela é fundamental, e não morde, pode acreditar.